Fisioterapia no Pós-Covid




O trabalho da Fisioterapia é atuar diretamente na reabilitação do indivíduo para a retomada de sua rotina, por isso é importante que as atividades aeróbicas neste tipo de paciente já comecem dentro da UTI, com ele ainda entubado.

Antes do paciente acordar, nós temos como prioridade diminuir as sequelas da atrofia e prevenir de encurtamento muscular, pois a falta de movimentação espontânea do paciente e o mal posicionamento no leito pode fazer com que o paciente fique com sequelas importantes como o pé equino (popularmente chamado de pé caído), além de luxações (saída do osso do local correto). Precisa-se cuidar para que o paciente reconquiste a amplitude dos movimentos de todos os membros, com articulações funcionais

É importante que a fisioterapia respiratória inicie tão logo o paciente esteja curado dos sintomas mais graves, já que os primeiros sete dias após a alta são decisivos para o desfecho da recuperação funcional.

Considerando problemas como desgaste muscular, desnutrição, perda de peso, dificuldades respiratórias e de deglutição decorrentes da intubação, o trabalho de reabilitação nesses casos pode durar de seis semanas a seis meses.

As atividades propostas incluem desde o uso de um aparelho específico para trabalhar a musculatura respiratória até atividades físicas leves, que não envolvem o uso de pesos ou outros aparelhos.

No caso do exercício respiratório, é necessário um acompanhamento constante do paciente para que se possa quantificar a resistência ideal do aparelho em cada caso.

Para entender melhor como esse processo ocorre: se pensarmos em uma pessoa saudável que começa a fazer exercícios, há um tempo longo para que ela consiga ganhar força. Por outro lado, quando ela para os exercícios, rapidamente perde grande parte do que tinha conseguido. Agora imagine uma pessoa que passou uma, duas semanas parada, sedada, respirando com ajuda de um respirador e sem se mexer, o quanto de força muscular perderá. Além disso, a própria doença faz com que todo esse processo inflamatório e as infecções piorem ainda mais a perda de massa muscular e de força.

Esse conjunto de eventos nos fazem ver que a Covid-19 vai muito além do comprometimento pulmonar. Essas pessoas, ao conseguirem sair do estado crítico, apresentam muita dificuldade de fazer coisas simples como levantar os braços, ficar sentada sozinha ou ficar em pé. Por isso, o papel do fisioterapeuta é fundamental na recuperação das funções motoras e respiratórias desses pacientes

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