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Assim como a natação tem fundamentos muito peculiares em cada nado, as lesões que podem ocorrer por má execução do movimento também variam conforme a modalidade nadada.

As articulações dos ombros, joelhos e cotovelos são as regiões mais afetadas durante a natação e consequentemente as que mais sofrem lesões. Não se pode esquecer das lesões cutâneas, como dermatites e micoses e problemas oculares pelo contato dos olhos com a água.

Segundo a fisioterapeuta Dra Daniela Souto, três motivos provavelmente levam a lesão na natação: um esforço acima do que o seu corpo está habituado, má execução do movimento ou por esforço repetitivo devido a longos períodos de treino diariamente.

Pensando no esforço repetitivo e na má execução dos movimentos, a síndrome do impacto e a tendinite da cabeça longa do bíceps podem ser a principais queixas que os nadadores apresentam.

Vamos saber mais sobre essas lesões:

Síndrome do Impacto:

Envolve o tendão do músculo supra-espinal, neste caso ele não estabilizará a cabeça do úmero dentro da glenóide fazendo com que o tubérculo maior do úmero choque com o arco coracoacromial.

Principal sintoma: Dor após 90 graus de abdução do ombro.

Tendinite da cabeça longa do Bíceps:

É  a inflamação do tendão da cabeça longa do bíceps na sua extremidade superior, causada principalmente pelo desequilíbrio muscular entre os músculos rotadores internos e externos.
 
Principal sintoma: Dor na região ântero-superior do ombro.

Instabilidade multidirecional:

É causado pela frouxidão ligamentar e capsular generalizada.

Principal sintoma: Dor em todo o complexo articular do ombro.

A prevenção para essas lesões se dá, principalmente, com alongamento da musculatura da região. O fisioterapeuta trabalha com as necessidades do atleta, aplicando exercícios, alongamentos, utilizando aparelhos e equipamentos, além de técnicas de massagem que possibilitam o retorno às atividades esportivas com segurança e qualidade de vida.
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Todo mundo está sujeito a torcer o pé numa atividade física. Pode ser numa corrida, num jogo de contato ou numa aterrissagem mal feita de um salto.  A região fica inchada, dolorida, e os ligamentos sofrem lesões que podem ficar para sempre.

A torção pode ocorrer em todas as articulações do corpo já que ela é um movimento anormal dos ossos que provoca lesão do ligamento. É menos grave que a luxação – outro tipo de machucado da articulação. Na luxação, o ligamento se rompe e a articulação sai totalmente do lugar. É preciso um profissional para reposicionar a articulação, muitas vezes com uso de anestesia.

As torções podem vir a provocar também fraturas, que são lesões do tecido ósseo. Quando ocorre uma fratura, o osso literalmente é quebrado. Isto acontece porque uma força muito grande age sobre ele – o que pode acontecer em uma torção.

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O que fazer

A primeira atitude a ser tomada após uma torção de tornozelo é retirar o calçado para afrouxar a área. A região vai ficar inchada e avermelhada, e a melhor maneira de reduzir o inchaço é com gelo. Com o frio, os vasos sanguíneos ficam mais estreitos, o que reduz o sangramento interno do ferimento e, portanto, o inchaço.

O ideal é colocar compressas de gelo, de dez minutos cada, a cada dez minutos. É importante respeitar este intervalo para proteger a pele e as articulações. É recomendado envolver o gelo em algum tecido para evitar danos à pele. Compressas quentes não são indicadas porque pioram o inchaço.

Estes são apenas os primeiros socorros, pois é necessário seguir logo para uma consulta médica. A região machucada deve ser bem protegida no processo. No caso do tornozelo, não se deve pôr o pé no chão.

O especialista vai avaliar o inchaço para ver se o ligamento pode estar lesionado ou se houve fratura. Em muitos casos, ele vai pedir exames de radiografia – para verificar os ossos – e ressonância magnética – que mostra se os ligamentos estão bem.

A recuperação dos ligamentos é lenta e depende do tipo de lesão. Primeiro, a área fica inflamada, o que em média demora três dias. Depois, o ligamento começa a reconstruir as fibras, alinhando-as corretamente. Nesta fase, que pode durar até um mês e meio, é importante manter a articulação imobilizada. Por fim, o ligamento leva até um ano para voltar ao que era antes da contusão.

É importante respeitar os prazos de recuperação para que o tornozelo fique forte. Quando os ligamentos não cicatrizam direito, pode ocorrer um quadro conhecido como instabilidade crônica, que provoca novas torções ao longo do tempo.

Exercícios

Alguns exercícios podem deixar o pé mais "inteligente" e prevenido contra as torções. Os pés precisam de estímulo. Uma pessoa sedentária, que não tem o costume de andar em terrenos acidentados, terá mais chances de torcer o pé do que alguém que está acostumado a pisar na areia ou praticar esporte.

Os exercícios de alongamento são importantes porque garantem a elasticidade dos músculos, tendões e ligamentos, de forma que sua resposta se torna mais sincronizada e segura. Quando ocorre torção, as estruturas alongadas e saudáveis estão mais capacitadas para se adaptar às condições extremas. Por isso, tem maiores chances de evitar lesões do que as estruturas "fora de forma".

Abaixo, listamos alguns dos exercícios recomendados pelos convidados do Bem Estar:

– Bate o pé: sentado, o movimento é de levantar e abaixar a ponta do pé como se estivesse batendo a parte da frente do pé. Este exercício trabalha principalmente o músculo tibial anterior, que fica na canela e é um dos responsáveis pela formação do arco plantar e pelo movimento de elevação da parte anterior do pé.

– Fortalecimento de eversores: sentado ao lado da parede com uma bola, o pé fará um movimento como se estivesse "dando tchau". O objetivo é empurrar a bola contra a parede com a parte lateral do pé. Este exercício fortalece os músculos eversores do tornozelo, gerando maior estabilidade e tentando evitar a torção.

– Andar na linha: caminhar em cima de uma linha com um pé na frente do outro. O objetivo deste exercício é melhorar o equilíbrio.

– Andar com a ponta do pé para cima: caminhar com a ponta do pé para cima em linha reta. O objetivo deste exercício é melhorar o equilíbrio associado à contração isométrica do músculo tibial anterior.

– Andar no colchão: caminhar em um colchão espesso, pode ser o de uma cama. O objetivo deste exercício é caminhar em um solo instável para gerar mais estabilidade para o tornozelo e melhorar o equilíbrio.


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Embora tenha muita gente que associe a incontinência urinária a adultos e a pessoas mais idosas, uma parte da população também pode sofrer com ela: as crianças.  Isso ocorre quando após os 5 anos, a criança não consegue 'prender o xixi', tendo a perda de forma involuntária e repetida.
  • Repetidas infecções urinárias;
  • Problemas da anatomia do sistema urinário;
  • Bexiga hiperativa, em que os músculos que servem para impedir a saída da urina contraem-se involuntariamente, forçando a urina a sair;
  • A criança ignorar os sinais e evitar ir ao banheiro para não ter que parar de brincar, ou por não gostar de utilizar o banheiro da escola, fazendo com que a bexiga encha muito e com que a ela se urine.
A fisioterapia, assim como nos adultos, se torna uma opção de tratamento para esse problema com exercícios que ajudam a criança a fortalecer e controlar a musculatura da bexiga além de trazer uma disciplina para  momento da urina da criança. Inclusive durante a noite, pode-se colocar um despertador para estimular o hábito da criança de levantar para fazer xixi.

A fisioterapia também pode fazer uso da técnica de neuroestimulação sacral, em que é colocado um eletrodo na região entre o fundo das costas e as nádegas para estimular o controle do esfíncter da bexiga.

Com ajuda daqui

Uma das coisas que mais me deixam satisfeita na fisioterapia é quando alguém reconhece a nossa importância. Outro dia fui atender um paciente com dores na coluna e conversando sobre a profissão ele me disse que a fisioterapia, outrora, tinha salvado a vida dele, o fazendo melhorar de uma pneumonia, que tinha evoluído para o quadro hospitalar.

A fisioterapia respiratória é mesmo uma área importante da da profissão que atende milhões de pacientes e melhoram a sua qualidade de vida. É possível obter-se bons resultados com as técnicas respiratórias em doenças como asma, doença broncopulmonar obstrutiva crônica (DBPOC), enfisema pulmonar e pneumonias. Na maioria destas doenças, o paciente possui déficit no padrão ventilatório, aumento da quantidade de secreção (catarro) e associado a medicação estão os exercícios respiratórios que são ensinados para o paciente realizar tanto na clínica de fisioterapia como em casa tendo como os principais objetivos:

• Alívio da falta de ar

• Redução do trabalho da respiração forçada facilitando o ato de respirar

• Redução da incidência de complicações pulmonares

• Melhora da ventilação e deslocamento do catarro.

Apesar de poder ser praticada em vários lugares, a grande atuação da fisioterapia respiratória hoje, no entanto, ainda é no âmbito hospitalar, com um papel importante no tratamento de pacientes acamados especialmente nas UTIs. A fisioterapia tem se demonstrado imprescindível na equipe de UTI, prevenindo a insuficiência respiratória após a retirada dos aparelhos de respiração artificial, utilizando recursos disponíveis para liberação de vias aéreas, prevenção de problemas motores oriundos da imobilidade no leito hospitalar.
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Os profissionais que trabalham nessa área tem a certeza que  está indicada para pacientes preconizando minimizar a retenção de secreção pulmonar, melhorar a oxigenação, e principalmente promover a prevenção de pneumonias ou de agravo no quadro de saúde do paciente acamado tanto no hospital como em casa."

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A ginástica laboral consiste em uma modalidade de exercícios adminstrada por um fisioterapeuta ou um educador físico realizada no próprio ambiente de trabalho, de forma preventiva e terapêutica. Tais exercícios são de curta duração e tem sido preconizados desde que se constatou que as atividades laborais poderiam prevenir doenças ocupacionais. Destacam-se ainda, que esse tipo de ginástica é dividido em três tipos: ginástica laboral preparatória, realizada antes da jornada de trabalho, ginástica compensatória, realizada durante a jornada e de relaxamento, efetuada ao final do expediente.

Estas atividades têm como intuito manter os movimentos articulares, atuando, de forma preventiva no combate de lesões e na redução dos efeitos lesivos dos movimentos repetitivos oriundos da sobrecarga gerada das atividades laborais. Além dos efeitos no sistema musculoesquelético, os indivíduos submetidos a um programa de ginástica laboral, podem apresentar benefícios tanto no alívio de tensões e do estresse, bem como na melhora da auto-estima e no quadro geral do funcionário.

Sabe-se que atividades laborais acarretam incapacidades que repercutem em aumento do número de afastamentos e em gastos onerosos para empresas e a ginástica laboral tem o intuito de evitar essa situação através da capacidade de prevenção e minimização de desconfortos em funcionários.

Referências

COSTA, D.F. et al. A influência dos três tipos de ginástica laboral na melhora da qualidade de vida, Revista Amazônia, v.1, n.2, p.29-36, 2013.

Por Joyce Rouvier