Hoje nós vamos falar sobre o TENS, um dos recursos eletrotermofototerápicos mais usados da Fisioterapia. Mas antes de falar sobre o TENS especificamente, o que é são esses recursos?

Recursos recursos eletrotermofototerápicos são recursos de eletroterapia, termoterapia ou fototerapia que podem ser usados pela fisioterapia. Assim sendo, são todos os recursos de aparelhos, que utilizam calor (seja quente ou frio) ou luz (laser ou infravermelho, por exemplo). Pode deixar que um dia eu faço um post só sobre esses recursos.

Mas vamos voltar a falar do TENS, que é o tema principal desse post. Muitos pacientes tratam o TENS como o "tratamento do choquinho". O TENS é um aparelho de eletroterapia que tem como objetivo a analgesia e para isso utiliza frequências entre 2Hz e 150Hz. Fisiologicamente, age sobre a teoria das comportas e, para utilizar o tens, todo fisioterapeuta precisa entendê-la. Basicamente, ao estimular as fibras nervosas, a TENS pode neutralizar os sinais de dor que não atingem o cérebro, de modo que eles não são percebidos. Além disso, os impulsos da TENS provocam a produção de beta-endorfinas, ou seja, substâncias fisiológicas com os mesmos efeitos da morfina que completam a ação analgésica.

Indicações

Dores pós-operatórias
Dores cervicais e cervicobraquialgias
Dores lombares e Ciatalgia
Dores de cabeça, face, dente e de ATM
Dores articulares, artrites, bursites, luxações e entorses
Dores musculares, contusões, miosites, tendinites, miofasciais
Dores de câncer
Dores viscerais abdominais
Dores nas costas e torácicas
Dores no coto de amputação e em membros fantasmas
Neuropatias e Neurites

Contra-indicações

Dor não diagnosticada - pode motivar uma atividade física mais vigorosa antes que uma lesão esteja recuperada ou mascarar uma doença grave;
Marcapasso (ao menos que recomendado pelo cardiologista)
Gestação - evite a aplicação durante os três primeiros meses, principalmente em regiões lombar e abdominal
Epilepsia
Sobre os olhos
Problemas Cardíacos - podem apresentar reações adversas.
AVC (não aplicar na face ou no pescoço)
Problemas Cognitivos

Os eletrodos devem ser posicionados de modo a formar um quadrado na área onde você está sentindo a dor, mas também existem outros métodos de colocação, por isso, é aconselhável consultar o seu fisioterapeuta. Existem várias aplicações dos eletrodos: na área dolorosa, na área de projeção refletida, ao longo do dermátomo ou em pontos de acupuntura.

Em geral, ao tratar dor aguda e certos tipos de dor neurogênica, os resultados parecem ser melhores do que aqueles obtidos no tratamento da dor crônica. Porém, independente do tipo de dor ou patologia, deve-se ter em mente que ele é apenas um recurso que, apesar de utilizado em larga escala, não faz milagres. Na maioria dos casos, sua aplicação é por tempo inferior a 40 minutos e, muitas vezes não há complemento na sessão, como exercícios ou terapia manual.




A Fisioterapia na Ortopedia é a especialidade mais "famosa" dentro da Fisioterapia. Mais famosa porque é a mais reconhecida da população em geral e é a especialidade que tem mais profissionais atuando nela.

O profissional que trabalha nesta área trata da prevenção e recuperação de lesões que afetam os músculos, ossos e ligamentos do corpo. Observe que não estou falando em articulação pois quem trata esse tipo de lesão é a Fisioterapia na Reumatologia.

Pra tratar essas lesões, o fisioterapeuta usa recursos de eletroterapia (como tens, ondas curtas, ultra-som, laser entre outros, recursos manuais (como manipulações em determinadas regiões, alongamentos de fascia dentre outros) e cinesioterapia (exercícios sem resistência e com resistência.

Geralmente, dentre os objetivos do tratamento nesta especialide está o alivio do quadro álgico, eliminação do processo inflamatório, melhora a circulação sanguínea, fortalecimento e alongamento determinadas musculaturas. Além disso, objetiva-se a recuperação dos movimentos em sua amplitude de movimento total ou fisiológica, equilíbrio, propriocepção e reeducação postural.

É importante lembrar que o tratamento de cada paciente é único e deverá ser traçado depois de uma avaliação em cima de sintomas apresentados.

As áreas de tratamento que essa especialidade atua são nas disfunções osteomioarticulares e tendíneas, que podem resultar de traumas e fraturas. Atuam também nas lesões por esforço repetitivo e patologias ortopédicas (geralmente trata-se de tendinites e entorses). E para finalizar, atuam principalmente nas lesões musculares e ligamentares nos ombros, cotovelos, punhos, mãos, quadril, joelho, pés, tornozelos e coluna vertebral.

Caso se tenha alguma dificuldade de movimento ou dor nessas regiões, procure um fisioterapeuta. Através de uma avaliação completa, ele poderá traçar um bom tratamento e finalizar a dor ou incapacidade de movimento.

Boa sorte!


Não é difícil um fisioterapeuta lidar com um paciente que tenha atrite reumatóide no consultório. E alguns sintomas apresentados por esses pacientes são tem comuns.  A artrite reumatoide é uma desordem autoimune, que leva à destruição das articulações e a deformidades nas juntas. Embora o tratamento tenha evoluído drasticamente nos últimos 15 anos, com terapias que bloqueiam a evolução do mal, a causa da doença continua desconhecida e o problema ainda traz impactos emocionais, prejudicando a produtividade e a vida social dos pacientes.

Certa vez, atendi uma paciente que tinha como sintomas a dor na planta dos pés, dormência e rigidez nas mãos. E  ela relatou que os sintomas foram aumentando. Ela jogava vôlei, estava no auge da juventude, era uma pessoa ativa e foi, aos poucos, perdendo a força nos braços. Esse tipo de limitação traz danos emocionais, porque incapacita para muitas coisas.

Embora a grande maioria dos pacientes relatem as articulações como região atingida, a artrite reumatoide é uma doença sistêmica que pode também se apresentar com inflamação do pericárdio (membrana que envolve o coração), inflamação do pulmão e da pleura, inflamações dos olhos, lesões nos nervos periféricos, aumento do baço, sinais de vasculite (leia: SAIBA O QUE É VASCULITE) e formação de nódulos subcutâneos, principalmente na região do antebraço e cotovelo.

As causas da artrite reumatóide não são bem conhecidas, no entanto, presume-se que a hereditariedade, certos tipos de infecções e o tabagismo podem desempenhar um papel no surgimento da doença que ataca as próprias articulações (autoimune).

O tratamento fisioterapêutico para artrite reumatoide é uma ótima forma de diminuir a dor, a inflamação e melhorar a qualidade dos movimentos na articulação afetada. A fisioterapia também é importante para manter os músculos devidamente fortalecidos e alongados, assim como evitar ou diminuir as deformidades articulares.

A fisioterapia deve incluir exercícios e alongamentos ativos e passivos, o uso de aparelhos de eletroterapia, e o uso bolsas de água quente.

Fazer exercício regularmente é importante para melhorar a condição das articulações. A aplicação de calor e de frio pode ajudar a aliviar os sintomas da AR. É também aconselhado adotar uma dieta rica em frutas e vegetais, bem como os ricos em ômega-3, como peixes e reduzir o seu consumo de carne.


Precisa de um profissional de fisioterapia e não sabe como escolher? Há, com certeza, alguns pré requisitos que podem ser observados para facilitar a contratação desse profissional para execução de um tratamento.

A formação em Fisioterapia é fundamental e não é um absurdo fazer essa observação. Há muitos profissionais que realizam o tratamento de fisioterapia sem serem fisioterapeutas formado, que passaram por 4,5 anos de estudando anatomia, fisiologia e matérias específicas.

A educação, a atenção e a filosofia de trabalho é importante para conhecer o profissional a ser contratado. Saber como o fisioterapeuta trata o seu paciente, como ele realiza o tratamento e como será obtido a melhora é o ponto de partida para ver se o tratamento oferecido agradará e resolverá o problema.

Um preço mais barato pode não trazer um bom profissional. Profissional que entra em leilão pelo preço do atendimento, não valoriza a profissão. Assim como faz uma economia na hora de cobrar, pode fazer economia na hora de fazer o tratamento.

Fazer uma busca atrás do nome do profissional sempre é bom. Procure saber informações. O google é uma boa ferramenta para isso.

Um bom profissional não se mede pela quantidade de equipamentos que ele carrega a sua residência ou tem no consultório. Um bom profissional se mede pela sensibilidade de saber o que o paciente precisa.

Geralmente profissionais de fisioterapia que trabalham com a mão e fazem da terapia manual um aliado para realizar o tratamento, estão na frente para obter maior sucesso em um tratamento.

A formação,  incluindo faculdade,  pós graduação e cursos extras, é importante para o fisioterapeuta entender a lesão do paciente da melhor forma possível.

São algumas dicas para filtrar profissionais bons e ruins. Aqueles que merecem lhe tratar ou não.

Boa Sorte!

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É do conhecimento geral que a asma não tem cura, mas com algumas dicas simples podem-se reduzir em muito ou até eliminar os sintomas de falta de ar e opressão no peito. Porém, além de controlar os gatilhos é importante cuidar doença fora da crise.

Entende-se como gatilhos aquilo que faz a crise de asma aparecer. Ácaros e fungos, animais com pelos, pólen, fumaça de cigarro, infecções virais de forma geral, exercícios físicos sem preparo, emoções fortes/estresse, produtos químicos com cheiro forte, ar condicionado, ambientes secos, entre outros.

Reeducação Postural na Fisioquality

É muito importante lembrar que a asma é uma doença crônica cujo tratamento, nos casos de asma persistente, deve ser contínuo, mesmo que não existam sintomas.

Além dos exercícios físicos orientados, uma boa dica é o RPG (Reeducação Postural Global). Pacientes com problemas respiratórios como asma e rinite alérgica respiram de maneira incorreta. A técnica de fisioterapia analisa o corpo do asmático como um todo, a partir daí, por meio de exercícios como alongamento, o asmático ganha força e elasticidade na sua musculatura, além de conseguir corrigir o desequilíbrio muscular, auxiliando a respiração.

Aposte no RPG para conhecimento corporal e melhora da expansão da respiração. É um ótimo caminho a seguir.


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Assim como a natação tem fundamentos muito peculiares em cada nado, as lesões que podem ocorrer por má execução do movimento também variam conforme a modalidade nadada.

As articulações dos ombros, joelhos e cotovelos são as regiões mais afetadas durante a natação e consequentemente as que mais sofrem lesões. Não se pode esquecer das lesões cutâneas, como dermatites e micoses e problemas oculares pelo contato dos olhos com a água.

Segundo a fisioterapeuta Dra Daniela Souto, três motivos provavelmente levam a lesão na natação: um esforço acima do que o seu corpo está habituado, má execução do movimento ou por esforço repetitivo devido a longos períodos de treino diariamente.

Pensando no esforço repetitivo e na má execução dos movimentos, a síndrome do impacto e a tendinite da cabeça longa do bíceps podem ser a principais queixas que os nadadores apresentam.

Vamos saber mais sobre essas lesões:

Síndrome do Impacto:

Envolve o tendão do músculo supra-espinal, neste caso ele não estabilizará a cabeça do úmero dentro da glenóide fazendo com que o tubérculo maior do úmero choque com o arco coracoacromial.

Principal sintoma: Dor após 90 graus de abdução do ombro.

Tendinite da cabeça longa do Bíceps:

É  a inflamação do tendão da cabeça longa do bíceps na sua extremidade superior, causada principalmente pelo desequilíbrio muscular entre os músculos rotadores internos e externos.
 
Principal sintoma: Dor na região ântero-superior do ombro.

Instabilidade multidirecional:

É causado pela frouxidão ligamentar e capsular generalizada.

Principal sintoma: Dor em todo o complexo articular do ombro.

A prevenção para essas lesões se dá, principalmente, com alongamento da musculatura da região. O fisioterapeuta trabalha com as necessidades do atleta, aplicando exercícios, alongamentos, utilizando aparelhos e equipamentos, além de técnicas de massagem que possibilitam o retorno às atividades esportivas com segurança e qualidade de vida.



Estava praticando algum esporte e torceu o tornozelo? A primeira medida, imediata, deve ser colocar gelo no local. Além de ser um recurso fácil, é um recurso necessário para que a lesão não aumente.

Essa lesão pode acontecer numa corrida, num jogo de contato ou numa aterrissagem mal feita de um salto.  A região fica inchada, dolorida, e os ligamentos sofrem lesões que podem ficar para sempre.
A torção pode ocorrer em todas as articulações do corpo já que ela é um movimento anormal dos ossos que provoca lesão do ligamento. É menos grave que a luxação – outro tipo de machucado da articulação. Na luxação, o ligamento se rompe e a articulação sai totalmente do lugar. É preciso um profissional para reposicionar a articulação, muitas vezes com uso de anestesia.

As torções podem vir a provocar também fraturas, que são lesões do tecido ósseo. Quando ocorre uma fratura, o osso literalmente é quebrado. Isto acontece porque uma força muito grande age sobre ele – o que pode acontecer em uma torção.


O que fazer

A primeira atitude a ser tomada após uma torção de tornozelo é retirar o calçado para afrouxar a área. A região vai ficar inchada e avermelhada, e a melhor maneira de reduzir o inchaço é com gelo. Com o frio, os vasos sanguíneos ficam mais estreitos, o que reduz o sangramento interno do ferimento e, portanto, o inchaço.

O ideal é colocar compressas de gelo, de dez minutos cada, a cada dez minutos. É importante respeitar este intervalo para proteger a pele e as articulações. É recomendado envolver o gelo em algum tecido para evitar danos à pele. Compressas quentes não são indicadas porque pioram o inchaço.
Estes são apenas os primeiros socorros, pois é necessário seguir logo para uma consulta médica. A região machucada deve ser bem protegida no processo. No caso do tornozelo, não se deve pôr o pé no chão.

O especialista vai avaliar o inchaço para ver se o ligamento pode estar lesionado ou se houve fratura. Em muitos casos, ele vai pedir exames de radiografia – para verificar os ossos – e ressonância magnética – que mostra se os ligamentos estão bem.

A recuperação dos ligamentos é lenta e depende do tipo de lesão. Primeiro, a área fica inflamada, o que em média demora três dias. Depois, o ligamento começa a reconstruir as fibras, alinhando-as corretamente. Nesta fase, que pode durar até um mês e meio, é importante manter a articulação imobilizada. Por fim, o ligamento leva até um ano para voltar ao que era antes da contusão.

É importante respeitar os prazos de recuperação para que o tornozelo fique forte. Quando os ligamentos não cicatrizam direito, pode ocorrer um quadro conhecido como instabilidade crônica, que provoca novas torções ao longo do tempo.

Exercícios

Alguns exercícios podem deixar o pé mais "inteligente" e prevenido contra as torções. Os pés precisam de estímulo. Uma pessoa sedentária, que não tem o costume de andar em terrenos acidentados, terá mais chances de torcer o pé do que alguém que está acostumado a pisar na areia ou praticar esporte.

Os exercícios de alongamento são importantes porque garantem a elasticidade dos músculos, tendões e ligamentos, de forma que sua resposta se torna mais sincronizada e segura. Quando ocorre torção, as estruturas alongadas e saudáveis estão mais capacitadas para se adaptar às condições extremas. Por isso, tem maiores chances de evitar lesões do que as estruturas "fora de forma".

Abaixo, listamos alguns dos exercícios recomendados pelos convidados do Bem Estar:

– Bate o pé: sentado, o movimento é de levantar e abaixar a ponta do pé como se estivesse batendo a parte da frente do pé. Este exercício trabalha principalmente o músculo tibial anterior, que fica na canela e é um dos responsáveis pela formação do arco plantar e pelo movimento de elevação da parte anterior do pé.

– Fortalecimento de eversores: sentado ao lado da parede com uma bola, o pé fará um movimento como se estivesse "dando tchau". O objetivo é empurrar a bola contra a parede com a parte lateral do pé. Este exercício fortalece os músculos eversores do tornozelo, gerando maior estabilidade e tentando evitar a torção.

– Andar na linha: caminhar em cima de uma linha com um pé na frente do outro. O objetivo deste exercício é melhorar o equilíbrio.

– Andar com a ponta do pé para cima: caminhar com a ponta do pé para cima em linha reta. O objetivo deste exercício é melhorar o equilíbrio associado à contração isométrica do músculo tibial anterior.

– Andar no colchão: caminhar em um colchão espesso, pode ser o de uma cama. O objetivo deste exercício é caminhar em um solo instável para gerar mais estabilidade para o tornozelo e melhorar o equilíbrio.

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Embora tenha muita gente que associe a incontinência urinária a adultos e a pessoas mais idosas, uma parte da população também pode sofrer com ela: as crianças.  Isso ocorre quando após os 5 anos, a criança não consegue 'prender o xixi', tendo a perda de forma involuntária e repetida.
  • Repetidas infecções urinárias;
  • Problemas da anatomia do sistema urinário;
  • Bexiga hiperativa, em que os músculos que servem para impedir a saída da urina contraem-se involuntariamente, forçando a urina a sair;
  • A criança ignorar os sinais e evitar ir ao banheiro para não ter que parar de brincar, ou por não gostar de utilizar o banheiro da escola, fazendo com que a bexiga encha muito e com que a ela se urine.
A fisioterapia, assim como nos adultos, se torna uma opção de tratamento para esse problema com exercícios que ajudam a criança a fortalecer e controlar a musculatura da bexiga além de trazer uma disciplina para  momento da urina da criança. Inclusive durante a noite, pode-se colocar um despertador para estimular o hábito da criança de levantar para fazer xixi.

A fisioterapia também pode fazer uso da técnica de neuroestimulação sacral, em que é colocado um eletrodo na região entre o fundo das costas e as nádegas para estimular o controle do esfíncter da bexiga.

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