Como fazer o tratamento de Epicondilite Lateral?



A epicondilite lateral é a tendinite mais frequente do cotovelo. Ela pode ser causada por vários fatores, entre eles esforços repetitivos ou trauma. É conhecida também como "cotovelo de tenista" pela alta incidência em praticantes desse esporte.

Inicialmente o paciente deixar de realizar qualquer atividade ou movimento em excesso que piore os sintomas. Geralmente, o tratamento é conservador, porém quando não há melhora através do tratamento medicamentoso e fisioterapeutico, o paciente deve realizar o procedimento cirúrgico para obter melhora do quadro.

O principal sintoma é a dor localizada no lado de fora do cotovelo e às vezes com irradiação para o antebraço. É raro o aparecimento de edema ou hematoma.

Algumas queixas são características, como sentir dor durante um simples aperto de mãos, dor ao segurar um copo ou xícara de café e o movimento de abrir ou fechar a porta.

O quadro clínico apresenta estágios variados. Pode ter um aparecimento súbito decorrente de um esforço ou pode se apresentar somente durante certos movimentos como os citados acima.

A maioria dos pacientes com diagnóstico de epicondilite lateral do cotovelo reagem bem ao tratamento conservador. Se a patologia se encontra na fase aguda, o paciente deve seguir as seguintes orientações:

Repouso: Afastamento das atividades que coloquem pressão sobre o cotovelo ou que exija esforço muscular dos músculos extensores do punho.

Compressas de Gelo: Aplicar uma compressa de gelo na área acometida por 20 minutos em toda região. Sempre é bom colocar uma toalha fina entre o gelo e a pele para prevenir lesões.

Analgésicos e Anti-Inflamatórios: Conforme recomendação médica usar analgésicos como o paracetamol, anti-inflamatórios como o ibuprofeno ou o diclofenaco, poderão ser necessários para controlar a inflamação. Em alguns casos são realizadas injeções de sangue autólogo ou de plaquetas do paciente, que são injetadas na área da dor crônica no antebraço para tentar melhorar o quadro de cicatrização.

Órtese: Utilizar uma cotoveleira compressiva específica para reduzir o edema e o ponto de tração muscular, assim previne novas lesões.

Após a fase aguda a fisioterapia também deve ser realizada, pois além de ajudar no quadro de analgesia tem como objetivo recuperar a força e funcionalidade completa do membro, através dos recursos como:

  • Eletroterapia (Ultra-som, TENS, ondas curtas, laser..).
  • Realizar exercícios de alongamento dos extensores do punho que deverão ser realizados 2 a 3 vezes por dia, para amenizar os sintomas.
  • Fortalecimento muscular dos extensores do punho, utilizando um halter. Permanecer na posição por 8 segundos, realizar de 8 a 12 repetições.
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