Fisioterapia no tratamento de Varizes




A visão de uma fisioterapia voltada aos distúrbios circulatórios (fisioterapia vascular) ainda é recente, a exemplo da doença venosa crônica (DVC), sendo ainda escassa sua descrição na literatura.

Apesar da grande escassez de estudos investigativos sobre a atuação da fisioterapia nessa área, alguns deles vêm mostrando seu papel fundamental tanto na prevenção, evitando a incapacidade na realização de tarefas simples em virtude de uma acentuação do quadro álgico, quanto no tratamento, proporcionando melhoria da qualidade de vida (QV) dos indivíduos acometidos

Varizes não costumam provocar complicações mais graves. Nos casos mais sérios, entretanto, para evitar dores, inchaço e problemas de pele, alguns cuidados devem ser tomados:

  • Evite ficar de pé, parado na mesma posição, por muito tempo. Se for obrigado a fazê-lo, procure movimentar-se. Isso faz com que os músculos das pernas ajudem o sangue a circular;
  • Diversas vezes por dia, procure elevar as pernas acima do nível do coração por alguns minutos para facilitar o retorno do sangue para o centro do corpo;
  • Lembre-se de que é muito importante usar meias elásticas. Os resultados serão melhores ainda se você as calçar logo cedo, antes de levantar da cama;
  • Ande a pé. Caminhar é fundamental para prevenir varizes.

As varizes são veias dilatadas e deformadas, com coloração azulada, que aparecem com mais frequência nas pernas. A dilatação ocorre com a falha nas válvulas dos vasos sanguíneos, que movimentam o sangue na direção correta.

Muitos fatores podem causar as varizes. Entre eles há a predisposição genética, gravidez, idade avançada, etc. Em outros casos, no entanto, elas podem indicar algum problema de saúde mais grave, como coágulos de sangue, veias danificadas, vasos sanguíneos anormais ou tumores.

A fisioterapia manual envolve técnicas como compressão, terapia manual, mobilizações, exercícios, orientações, entre outros, aumentando a efetividade do tratamento e reduzindo o número de atendimentos. Através dessa abordagem é possível controlar o processo inflamatório local, melhorar a mobilidade dos tecidos, reduzir as intercorrências e complicações, além da recuperação funcional, estética e retorno precoce às atividades. Essa técnica deve ainda ser priorizada em casos tardios, onde haja permanência de dor ou de intercorrências como fibrose.

No caso de haver cirurgia, a fisioterapia oferece um diferencial na reabilitação pós-cirurgia vascular, é dever do profissional fisioterapeuta estar baseado em evidências, acompanhar o desenvolvimento da sua área de atuação e oferecer um tratamento onde haja atenção à totalidade que envolve um paciente, alcançando, assim, o sucesso na reabilitação.

A fisioterapia no pós-operatório vascular não pode resumir-se a apenas uma técnica, ou a um único sintoma, restringindo a melhora do paciente. O tratamento deve ser realizado por um profissional fisioterapeuta habilitado utilizando-se de um planejamento individualizado, buscando além do resultado estético, a sua funcionalidade. A atuação da fisioterapia pode iniciar- -se precocemente, ainda em centro cirúrgico, através da terapia compressiva como meio de controle e organização do edema e tecido cicatricial, prevenindo hematomas e fibroses.

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