Alisamento
A
promessa é irresistível: faça chuva, faça sol,
cabelo liso, sempre arrumado. Não é à toa que o alisamento
japonês, também conhecido como reestruturação
térmica ou escova definitiva, virou uma febre. O sucesso, mesmo
depois de um ano do seu aparecimento, é prova, sim, de que o cabelo
liso reina no topo da lista dos objetos de desejo. Mas não é
só isso: o alisamento ficou muito mais democrático.
Se
há alguns meses ele só podia ser aplicado em quem tivesse
cabelo grosso, ondulado, sem mechas mais claras ou vestígios de
tintura recente, hoje, os fios tingidos, clareados ou muito crespos podem
ficar lisos da noite para o dia. Prova disso é a recente transformação
de Madonna, loira graças a tintura e mechas, e Gloria Maria, dona
de fios crespíssimos. Há até pesquisas sobre a utilização
da técnica e dos produtos para a operação inversa:
cachear fios escorridos ou definir melhor os caracóis.
O
processo usado — inclusive nocabelo descolorido ou afro — é o mesmo.
Unem-se dois tratamentos: o alisamento químico, só que feito
com produtos mais modernos e suaves, e o uso da chapinha de porcelana.
Eles distribuem por igual a queratina, proteína capilar que está
na base dos fios. O efeito é permanente, com retoques a cada quatro
ou seis meses.
Por
ser uma uma química agressiva, o bom resultado da escova definitiva
vai depender de os fios estarem saudáveis e de o cabeleireiro ser
um expert na técnica. Por essa razão, apesar do boom do método,
nem todos os profissionais são favoráveis à sua utilização.
“Os fios com reflexos ou coloridos com hena precisam passar por um minucioso
exame antes da aplicação”, alerta a dermatologista Rosana
Gonçalves, do Rio de Janeiro (RJ). “O resultado é muito duvidoso.
Quando a raiz nasce, dá uma diferença enorme e o aspecto
é artificial”, comenta o cabeleireiro Dudu Meckelburg, do HBD Spa,
no Rio de Janeiro.
para
não encrespar
Como
tudo que vira moda da noite para o dia, o alisamento japonês passou
a ser praticado por pessoas não especializadas. Para evitar surpresas
desagradáveis, leve em conta alguns cuidados indispensáveis
antes de entregar o cabelo para a transformação.
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Se você está mesmo disposta a experimentar a novidade, certifique-se
de que o cabeleireiro escolhido domina a técnica. Não hesite:
peça para ver o certificado do curso de especialista (lembre-se:
é o seu visual que está em jogo).
•
Tenha absoluta certeza — antes — de que seus fios resistem à química.
Os profissionais sabem que é preciso fazer o teste numa mecha fina
da parte de trás do cabelo alguns dias antes de realizar o procedimento
em toda a cabeça. Exija esse teste.
•
Nem todo cabelo fica liso e lindo quando submetido ao recondicionamento
térmico. Condição básica para um resultado
maravilhoso é a saúde dos fios. Se eles estiverem danificados,
quebradiços, ressecados ou com queda acentuada, precisam ser primeiro
avaliados e tratados, depois alisados.
•
As chapinhas que podem ser usadas são as de porcelana. “As de metal,
em contato com a amônia, presente no produto alisador, queimam os
fios”, alerta Célia Liberato, do salão L’Equipe, em São
Paulo (SP). Portanto, não custa dar uma olhada no equipamento.
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O alisamento demora. Prepare-se para, no mínimo, quatro horas de
chá de cadeira. E, durante o processo, você tem que ficar
parada, pois, se o fio dobrar, pode marcar.
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O tratamento custa, no mínimo, 1000 reais (desconfie de quem promete
a técnica por muito menos que isso). Considere também o retoque
após seis meses e o uso de produtos específicos para cabelo
quimicamente tratado (em média, 10% mais caros do que os tradicionais).
É bom fazer as contas.