P
r o t e à n a s
Conceito:
são compostos orgânicos de alto peso molecular, são formadas pelo encadeamento
de aminoácidos. Representam cerca do 50 a 80% do peso seco da célula
sendo, portanto, o composto orgânico mais abundante de matéria viva.
Observações:
-
Pode-se dizer que as proteÃnas são polÃmeros de aminoácidos o que em
suas moléculas existem ligações peptÃdicas em número igual no número
de aminoácidos presentes menos um.
- Pode-se
dizer, também, que os aminoácidos são monômeros dos peptÃdeos e das
proteÃnas.
- PolÃmeros
são macromoléculas formadas pela união de várias moléculas menores
denominadas monômeros.
Nota - Uma molécula protéica contém desde algumas dezenas até mais
de 1.000 aminoácidos. 0 peso molecular vai de 10.000 a 2.800.000. A molécula
de hemoglobina, por exemplo, é formada por 574 aminoácidos e tem peso
molecular de 68.000. Justifica-se, assim, o fato de as moléculas protéicas
estarem incluÃdas entre as macromoléculas.
Classificação: pode-se classificar as proteÃnas em três grupos:.
ProteÃnas
simples
São
também denominadas de homoproteÃnas e são constituÃdas, exclusivamente
por aminoácidos. Em outras palavras, fornecem exclusivamente uma mistura
de aminoácidos por hidrólise. Pode-se mencionar como exemplo:
As Albuminas
-
São as de menor peso molecular
-
São encontradas nos animais e vegetais.
-
São solúveis na água.
Exemplos:
albumina do plasma sangüÃneo e da clara do ovo.
As Globulinas
-
Possuem um peso molecular um pouco mais elevado.
-
São encontradas nos animais e vegetais
-
São solúveis em água salgada.
Exemplos:
anticorpos e fibrinogênio.
As EscleroproteÃnas ou proteÃnas fibrosas
-
Possuem peso molecular muito elevado.
-
São exclusivas dos animais.
-
São insolúveis na maioria dos solventes orgânicos.
Exemplos:
colágeno, elastina e queratina.
ProteÃnas Conjugadas
-
São também denominadas heteroproteÃnas. As proteÃnas conjugadas são
constituÃdas por aminoácidos mais outro componente não-protéico, chamado
grupo prostético. Dependendo do grupo prostético, tem-se:
.
ProteÃnas conjugadas Grupo prostético Exemplo
CromoproteÃnas
pigmento hemoglobina, hemocianina e citocromos
FosfoproteÃnas
ácido fosfórico caseÃna (leite)
GlicoproteÃnas
carboidrato mucina (muco)
LipoproteÃnas
lipÃdio encontradas na membrana celular e no vitelo dos ovos
NucleoproteÃnas
ácido nucléico ribonucleoproteÃnas e desoxirribonucleoproteÃnas
ProteÃnas
Derivadas
As
proteÃnas derivadas formam-se a partir de outras por desnaturação ou
hidrólise. Pode-se citar como exemplos desse tipo de proteÃnas as proteoses
e as peptonas, formadas durante a digestão.
FUNÇÕES
Funções:
as proteÃnas podem ser agrupadas em várias categorias de acordo com a
sua função. De uma maneira geral, as proteÃnas desempenham nos seres
vivos as seguintes funções: estrutural, enzimática, hormonal, de defesa,
nutritivo, coagulação sangüÃnea e transporte.
Função estrutural - participam da estrutura dos tecidos.
Exemplos:
-
Colágeno: proteÃna de alta resistência, encontrada na pele, nas cartilagens,
nos ossos e tendões.
- Actina
o Miosina: proteÃnas contráteis, abundantes nos músculos, onde participam
do mecanismo da contração muscular,
- Queratina:
proteÃna impermeabilizante encontrada na pele, no cabelo e nas unhas,
Evita a dessecação, a que contribui para a adaptação do animal à vida
terrestre.
- Albumina:
proteÃna mais abundante do sangue, relacionada com a regulação osmótica
e com a viscosidade do plasma (porção lÃquida do sangue),
Função enzimática - toda enzima é uma proteÃna. As enzimas são fundamentais
como moléculas reguladoras das reações biológicas. Dentre as proteÃnas
com função enzimática podemos citar, como exemplo, as lipases - enzimas
que transformam os lipÃdios em sua unidades constituintes, como os ácidos
graxos e glicerol.
Função hormonal - muitos hormônios de nosso organismo são de natureza
protéica. Resumidamente, podemos caracterizar os hormônios como substãncias
elaboradas pelas glândulas endócrinas e que, uma vez lançadas no sangue,
vão estimular ou inibir a atividade de certos órgãos. É o caso do insulina,
hormônio produzido no pâncreas e que se relaciona com e manutenção
da glicemia (taxa de glicose no sangue).
Função de defesa - existem células no organismo capazes de "reconhecer"
proteÃnas "estranhas" que são chamadas de antÃgenos. Na presença dos
antÃgenos o organismo produz proteÃnas de defesa, denominados anticorpos.
0 anticorpo combina-se, quimicamente, com o antÃgeno, do maneira a neutralizar
seu efeito. A reação antÃgeno-anticorpo é altamente especÃfica, o
que significa que um determinado anticorpo neutraliza apenas o antÃgeno
responsável pela sua formação.
Os anticorpos são produzidos por certas células de corpo (como os linfócitos,
um dos tipos de glóbulo branco do sangue). São proteÃnas denominadas
gamaglobulinas.
Função nutritiva - as proteÃnas servem como fontes de aminoácidos,
incluindo os essenciais requeridos pelo homem e outros animais. Esses aminoácidos
podem, ainda, ser oxidados como fonte de energia no mecanismo respiratório.
Nos ovos de muitos animais (como os das aves) o vitelo, material que se
presta à nutrição do embrião, é particularmente rico em proteÃnas.
Coagulação sangüÃnea - vários são os fatores da coagulação que
possuem natureza protéica, como por exemplo: fibrinogênio, globulina
anti-hemofÃlica, etc...
Transporte - pode-se citar como exemplo a hemoglobina, proteÃna responsável
pelo transporte de oxigênio no sangue.