D
i e t a
A
t k i n s
O Método
Nutricional Atkins, conhecido popularmente como Dieta de Atkins, é uma
dieta em moda, mas controversa, de muita proteÃna e gordura e pouco carboidrato,
popularizada pelo Doutor Robert Atkins (1930-2003) numa série de livros
começada por "Dr. Atkins' Diet Revolution" (clique aqui para pesquisar
os livros sobre Dieta de Atkins publicados no Brasil).
Atkins
recomendava restringir a ingestão de carboidratos para fazer com que o
metabolismo do organismo troque o uso de glicose como combustÃvel pela
queima de gordura (tanto a gordura armazenada no corpo quanto a da dieta).
Esse processo de lipolise começa quando o corpo entra no estado de cetose
como conseqüência da falta de carboidratos para usar como combustÃvel.
Para
as primeiras duas semanas do programa da Dieta de Atkins (chamado Iniciação),
o consumo de carboidratos é limitado a 20 gramas por dia, o que significa
que as proteÃnas e gorduras irão, por necessidade, formar a maior parte
da dieta. Para evitar problemas de saúde causados por deficiência de
vitaminas e minerais durante esse perÃodo, os suplementos vitamÃnicos
e minerais são uma parte essencial desta fase da dieta.
Depois
do perÃodo inicial de duas semanas, a ingestão de carboidratos é aumentada
gradualmente até alcançar uma nÃvel no qual o indivÃduo seguindo a
dieta emagrece mais devagar e pode reduzir, ou eliminar, os suplementos
alimentares. Quando o peso desejado for alcançado, os nÃveis de carboidratos
são, mais uma vez, aumentados gradualmente até que o peso do indivÃduo
fique estável. Cada um desses nÃveis de ingestão de carboidratos varia
de pessoa para pessoa. O doutor Atkins argumentava que muitas desordens
alimentares são resultado da secreção excessiva de insulina, a qual
causaria desejos de comer e nÃveis instáveis de açúcar no sangue. Atkins
sustentava que sua dieta estabilizava os nÃveis de açúcar e insulina
no sangue, eliminado assim a ansiedade de comer e geralmente reduzindo
o apetite.
Pontos
de visa a favor da Dieta de Atkins
Proponentes
da Dieta de Atkins mencionam que as dietas de pouco-carboidrato têm sido
objeto de debates acalorados nos cÃrculos médicos por três décadas,
mas ainda são "conhecimento maldito", tanto que, até recentemente, nenhum
estudo sério foi feito sobre elas. Eles dizem que uns poucos projetos
de pesquisa, assim como um grande número de evidências, têm mostrado
que tais dietas ajudam o paciente a perder peso.
Um
estudo feito pelo "Weight and Eating Disorders Program", na University
of Pennsylvania, relatou em Maio de 2003 que a Dieta de Atkins elevou os
nÃveis de HDL (ou "bom" colesterol) numa média de 11% e reduziu a quantidade
de triglicerÃdeos na corrente sangüÃnea em 17%. No estudo, o nÃvel
do colesterol HDL dos indivÃduos que seguiram uma dieta convencional aumentou
somente 1,6% enquanto os nÃveis de triglicerÃdeos não melhoraram significativamente.
A perda de peso também foi estatisticamente maior nos que seguiram a Dieta
de Atkins depois de três e seis meses comparados com os indivÃduos que
seguiram uma dieta convencional (porém essa diferença não continuou
estatisticamente significante depois de um ano). O estudo acompanhou as
dietas de 63 homens e mulheres obesas. (veja New Scientist, 21de Maio de
2003). Dois outros estudos em larga escala estão planejados, sendo um
financiado pelo fundação sem fins lucrativos Atkins.
CrÃticas
à Dieta de Atkins
A Dieta
de Atkins tem sido geralmente considerada, pela maioria dos especialistas
em medicina e nutrição, como infundada e até mesmo charlatona. Os oponentes
dizem que a perda de peso inicial que acontece ao seguir a Dieta de Atkins
é um fenômeno comum à maioria das dietas, e se dá em virtude da redução
do glicogênio e água acumulados nos músculos, e não por perda de gordura.
Eles afirmam que não foi revelada nenhuma evidência que qualquer dieta
cause emagrecimento a menos que reduza a ingestão de calorias a nÃveis
menores que os gastos. Relatórios também têm indicado que os sucessos
na perda de peso ao seguir a Dieta de Atkins são o resultado de menos
calorias serem ingeridas, e não por causa da falta de carboidratos.
Dr.
Robert Eckel, da American Heart Association, afirma que as dietas de muita
proteÃna e pouco carboidrato colocam pessoas sob o risco de enfermidades
cardÃacas.
Outro
argumento é que muitos paÃses cuja dieta tradicional é rica em carboidratos
e com pouca gordura (por exemplo o Japão), têm taxas de obesidade significativamente
menores. Isso parece contradizer diretamente as afirmações do Doutor
Atkins.